6.4.06

"A hora das escolhas verdadeiras"

A toda a Universidade do Minho

Caros docentes, funcionários e alunos,

Com a eleição do Reitor a escassos dois meses de distância, decidi-me a trabalhar convosco no sentido de levar a exame a política de pensamento único, que há quatro anos se impõe à Universidade. Ao mesmo tempo convoquei-vos para a construção de uma alternativa.

Penso que a UM-net é lugar adequado para efectuar este debate de urgência sobre o que verdadeiramente importa à Universidade.
Mas gostaria de informar a Academia que a partir de hoje este debate passa a contar com uma plataforma de suporte, o meu blogue de campanha: http://universidadeplural.blogspot.com
Vou também utilizar, de ora em diante, o seguinte endereço electrónico: moises.uminho@gmail.com
Há quatro anos, sem outras responsabilidades académicas que as de um professor, e sem legitimidade para me dirigir aos funcionários (que com os docentes e os alunos constituem a comunidade académica), expus aos meus colegas professores, na UM-net, a minha ideia de efectiva cultura de participação na ordenação da vida universitária.

Escrevi então: «Uma Universidade é acima de tudo o seu ensino e a sua investigação. Quer isto dizer que uma Universidade são sobretudo os seus docentes e os seus alunos. Mas entenda-se, do que deveria tratar-se sempre na Universidade era de um olhar e de um pensamento superiores, um olhar e um pensamento de liberdade inteira. Do que deveria tratar-se sempre na Universidade era de um passo de dança no ensino e na investigação». [.] «Passo de dança no ensino e na investigação. Um olhar e um pensamento superiores. A autonomia universitária não é outra coisa: é a autoridade pedagógica e a autoridade científica. E não vejo como possa uma tal autoridade radicar fora das Escolas e dos seus colégios de professores».

Fiz estas considerações a propósito das anteriores eleições para a Reitoria. Manifestava a minha surpresa pelo facto de os interesses pedagógicos e científicos da nossa Academia se exprimirem tão insuficientemente na assembleia eleitoral. Surpreendia-me pelo facto de não fazerem parte dessa assembleia aqueles que representam tais interesses ao mais alto nível de responsabilidade, os Directores dos Departamentos, os Directores dos cursos de graduação e pós-graduação, assim como os Directores dos centros e núcleos de investigação. Surpreendia-me pelo facto de os Estatutos da Universidade dispensarem a generalidade dos professores (também dispensavam a generalidade dos funcionários) da afirmação de cidadania académica, que a eleição de um Reitor deve constituir, atendendo às pesadas consequências de uma decisão dessas para a vida da Universidade, seja das suas rotinas administrativas, seja da sua estratégia de desenvolvimento.

A candidatura do actual Reitor acolheu entretanto esta proposta de democratização da prática académica. E certamente empolgada pela «mestria e a leveza de um passo de dança» no ensino e na investigação, logo transpôs para o seu manifesto eleitoral o compromisso de «Promover a discussão e revisão do modelo de eleição do Reitor, no âmbito da autonomia académica». Imaginava eu que a ideia era a de melhor se exprimirem na constituição da Assembleia os interesses pedagógicos e científicos.
Mas nada disso aconteceu. Como é do conhecimento de toda a Academia, esse compromisso foi em vão. E à entrada do novo ciclo eleitoral, a Universidade, bem posta em sossego, parece não ter alternativa que não seja a de deixar àqueles que a dirigem o encargo de decidir por ela.

Caros docentes, funcionários e alunos, esta é uma hora de escolhas verdadeiras.
A Academia precisa de reverter esta situação.
Uma grande Universidade é acima de tudo o seu ensino e a sua investigação.
Quer isto dizer que uma grande Universidade são sobretudo os seus docentes, funcionários e alunos, com os seus projectos pedagógicos e científicos.
A centralidade académica que eu proponho é isto mesmo, uma Universidade que acima de tudo é ensino e investigação, radicando a autoridade pedagógica e científica nas Escolas e nos seus colégios de professores.

Moisés de Lemos Martins


Nota: Texto enviado pelo candidato para a UMNet às 00h38 de hoje

45 Comments:

At 06/04/06, 14:50, Anonymous ZP said...

Exacto. Ensino e investigação é o que faz falta às universidades portuguesas.Chega de administradores e burocratas que encaram as nossas escolas pela forma de uma folha de cálculo.

 
At 06/04/06, 15:10, Anonymous Anónimo said...

acima de tudo, disponibilidades (várias!) para ensinar e investigar. e para ler, ler, ler!

 
At 06/04/06, 17:11, Anonymous Eduardo Pereira said...

Apesar de já não estar ligado à Universidade do Minho, não quero deixar de manifestar o meu apoio a esta candidatura, reconhecendo na figura do Professor Moisés as qualidades necessárias para liderar a UM rumo a novos desafios que se avizinham. Boa sorte!

 
At 06/04/06, 19:31, Blogger Gaiz Diabhal said...

Lasterstatsum negu

 
At 06/04/06, 19:44, Blogger José Carlos said...

Professor tem o apoio dos seus alunos. Pelo que percebi o professor tem boas ideias para a reitoria. Pois o problema da Uminho é igual ao problema da U.E, seja, não é o uminhocepticismo de poucos mas o uminhopatia de muitos. Basta de receios.

 
At 06/04/06, 21:13, Anonymous Anónimo said...

O meu bem-haja a um homem de grande carácter, que põe o dever acima de tudo. Embora esta não seja a minha luta, não posso deixar de partilhar convosco a minha grande admiração e apreço pelo Moisés Martins. As suas palavras não são aquelas de um político sedento de poder, mas de um homem que vê na ?sua? universidade a sua verdadeira paixão. A UMinho necessita de um homem com a sua visão, o seu sentido de dever e, é claro, a sua paixão. Força na luta!

 
At 07/04/06, 00:55, Anonymous Anónimo said...

O facto de vir aqui dar-lhe o meu total apoio como anónimo constitui a maior prova da necessidade de mudança para o rumo da democraticidade da academia, valor que o professor Moisés representa e não dúvido que vai conseguir convencer o colégio eleitoral de tal urgência .. Merecemos Mais ! Estamos Consigo!

 
At 07/04/06, 10:34, Anonymous Ana said...

A falta de democracia que reina nesta Universidade nota-se na falta de participação via um-net. Ou então trata-se de censura institucional que demonstra o autoritarismo, a falta de diálogo, a centralização e o "umbiguismo" da actual reitoria.
O meu apoio, caro Professor Moisés.

 
At 07/04/06, 11:28, Anonymous Anónimo said...

"ACORDAI!!!"

É com José Gomes Ferreira que desejo apoiar o Prof. Moisés e, simultaneamente, alertar a Academia para a necessidade urgente de devolver a alma perdida a esta Universidade onde "vivo" há já 24 anos.
Basta de enganos e de injustiça, chega de apatia e resignação.
Coragem!

 
At 07/04/06, 11:50, Anonymous Anónimo said...

Caro professor Moisés Martins,

Bendita seja a sua candidatura!

Seria uma dádiva dos céus ser a Universidade do Minho capaz de eleger um Reitor de uma larga visão humanista. Antevê-se um tempo novo com a eleição de alguém que acredita profundamente na liberdade de expressão do pensamento com vista à construção de uma grande universidade em contraste com a visão pequena de uma universidade grande.

E com isso, enche-se de esperança a nossa alma colectiva, aturdida pelo o peso de chumbo que paira sobre as nossas cabeças.

Vamos acreditar que cada membro do colégio eleitoral fará do seu voto um acto de plena liberdade de consciência. E ao fazê-lo terá em mente as qualidades do professor Moisés Martins: a sua grandeza de carácter, a grandeza do seu pensamento e a visão larga da complexidade dos tempos que vivemos.

A Universidade do Minho muito terá a ganhar com a sua eleição!

 
At 07/04/06, 12:25, Anonymous Anónimo said...

O apoio sincero de um antigo aluno. E votos de um final feliz para uma caminhada que se adivinha difícil.

 
At 07/04/06, 21:46, Anonymous Anónimo said...

Professor Moisés

A sua candidatura é sem dúvida uma demonstração de civísmo e justiça, embora ache que vai ser muito dificil vencer, dado que as regras do Jogo estão viciadas. É contudo uma vitória para nós (funcionários,Professores e alunos) a sua candidatura. Foi com muito agrado que recebemos a sua mensagem clara, directa e justa, apontando os vícios e hábitos ditatoriais do Sr Reitor e respectivos Pupilos, a gestão com base no marketing (basta comparar as noticias referentes a sua candidatura nos vários Jornais e até aí a censura funcionou, pelo menos num deles).
Terminaria dizendo que independentemente do resultado destas eleições, não admitiremos este tipo de comportamento e a cririca vai nascer, quer o Sr. Reitor queira ou não...

Afinal tudo aquilo que aprendi com a vivência nesta Universidade não era só conversa...

 
At 07/04/06, 23:56, Blogger Rita said...

O ensino é uma dança... Como bailarina (literal e metaforicamente) digo então que o professor é o coreógrafo que faltava para tornar a UM na grande academia que deveria ser. Sei que a sua mão levará a UM longe. Pena muitos serem (ou fazerem-se) demasiado cegos para o verem.

É uma honra poder dizer que fui sua aluna.
Tem toda a minha força e apoio para o difícil percurso que se avizinha.

Tudo de bom, professor.

Rita Neves

 
At 08/04/06, 00:05, Anonymous Anónimo said...

O Professor fala contra um sistema de controlo e vigilância, no entanto utiliza o eXTReMe tracker no seu blog.

 
At 08/04/06, 00:22, Anonymous Anónimo said...

Sim é bem capaz de estar interessado em algumas estatisticas, mas concerteza não será para calar ou ameaçar nimguem como tem sido pratica corrente na U.M. e quanto a espionagem já temos especilistas na casa eu diria até uma porrada deles, pagos por nós.

 
At 08/04/06, 11:32, Anonymous Anónimo said...

Para eu perceber melhor estas duas últimas mensagens, expliquem lá o que é isso de um eXTReMe.

 
At 08/04/06, 12:46, Anonymous Anónimo said...

Com o eXTReMe Tracker pode obter informação detalhada de quem acede ao seu site, desde contar os visitantes até registar as palavras de pesquisa utilizadas para encontrar o seu site.

 
At 08/04/06, 13:07, Anonymous Anónimo said...

O engraçado era saber como se afirma que é utilizado o eXTReme Tracker...Ou são os métodos do costume de espionagem (mais provável) ou então alguém com imaginação fértil...Aposto na primeira..... A utilização deste método de contabilização e estatistica é perfeitamente legal, já os outros métodos de obntenção de informação nem por isso...

 
At 08/04/06, 13:17, Anonymous Anónimo said...

Coninuo sem perceber. É legítimo que se queira saber o número de visitas feitas a um site, bem como outras informações úteis que não atentem contra os direitos de privaticidade de terceiros. Tudo bem. Mas "obter informação detalhada de quem acede ao site"? Como é isso possível? Então quem opta por participar a coberto do anonimato está a ser enganado?
Não acredito e parece-me que estamos perante uma tentativa de lançar o descrédito sobre esta candidatura. Peço então aos responsáveis da candidatura que se pronunciem sobre a suspeição que foi levantada.

 
At 08/04/06, 13:32, Anonymous Anónimo said...

O eXTReMe tracker também permite identificar os servidores (computadores) dos visitantes. Basta ir ao Unique Visitors e poderão ver o sevidor (por exemplo,qualquer computador da universidade do Minho), o seu endereço IP, a sua região/cidade/país. De qualquer forma, não acredito que se trate de vigilância, mas sim para fins estatísticos. No entanto, poderá levantar suspeitas àqueles que desejem navegar por este blogue de uma forma anónima.

 
At 08/04/06, 13:49, Blogger universidade plural said...

O serviço de acompanhamento das visitas é uma ferramenta que está disponível a TODOS os administradores de TODAS as páginas de net que existem. Sendo mais ou menos elaborado, contendo mais ou menos possibilidades, indica, no mínimo, dados totais de visitas, proveniência geográfica dos visitantes e números de visitas por hora/dia/mês.
A grande diferença, no caso dos blogs (sobretudo os alojados na plataforma Blogger), é que esse acompanhamento faz-se de forma clara - o gestor do blog decide se quer ou não ter essa ferramenta, escolhe uma das muitas disponíveis e divulga essa escolha com o posicionamento do respectivo icone na página. Um outro traço de distinção é o facto de esses dados estarem disponíveis para os visitantes (o mesmo não se passa, por exemplo, com a funcionalidade que permite igual acompanhamento da página geral da UM ou das páginas de alguns dos seus serviços).
O contador de visitas adoptado - como se pode verificar clicando no icone da direita - é dos mais básicos e fornece a quem administra o blog exactamente a mesma informação que fornece a quem o visita. Não se trata de 'informação detalhada', como é bom de verificar.
A 'informação detalhada' será, talvez, uma preocupação demasiado presente no espírito de quem saberá como a conseguir e com que efeitos a usar.
Nada disso se enquadra no espírito deste blog.

 
At 08/04/06, 16:09, Anonymous Anónimo said...

Prof. Moisés Martins,
a sua candidatura é uma esperança para uma universidade que vive no marasmo provocado por um regime autoritário.
Não há donos da Universidade do Minho. A Universidade é nossa! Dos docentes, dos funcionários e dos alunos. É urgente discutir o seu futuro.
Queremos uma Universidade com prestígio, com qualidade de ensino e de investigação. Queremos retomar o lugar que já tivemos em outros tempos.
Caro Professor, continue. A sua candidatura é muito importante para denunciar o passado recente e discutir o futuro.
Força!

 
At 08/04/06, 19:34, Anonymous Anónimo said...

NÃO PODE SER MAIOR O CONTRASTE:
- Por um lado, ?um olhar e um pensamento de liberdade inteira? que Moisés Martins tem preconizado para a nossa universidade e;
- Por outro lado, a realidade actual, aqui expressa em forma de lamentos e sofridos desabafos, face ao autoritarismo e à propaganda que matam o pensamento livre.
A escolha é clara.
Mas poderá a UM escolher? Como?, se é consenso há muito tempo formado na UM que o colégio eleitoral não representa a Academia nos seus valores fundamentais. Inclusive o actual Reitor faz/fez parte desse consenso.
Lembra-nos Moisés Martins que a candidatura do actual Reitor assumiu no seu manifesto eleitoral o compromisso de «Promover a discussão e revisão do modelo de eleição do Reitor, no âmbito da autonomia académica».
Passados 4 anos, nos debates que esperamos venham a ocorrer entre os dois candidatos, o Sr. Reitor deverá explicar-nos porque deixou na gaveta essa reforma fundamental.

 
At 09/04/06, 13:28, Anonymous J. Cadima Ribeiro said...

A Uminho atravessa o pior momento da sua história. Refiro-me aos derradeiros 23 anos, que conheço.
Esta análise levou-me entre Outubro e Janeiro pp. a encetar um conjunto de conversas com colegas com posições de responsabilidade na Instituição, incluindo o Prof. Moisés Martins, questiuonando-os sobre a respectiva disponibilidade para prepararem uma tomada de posição pública denuciadora da natureza do poder instalado na reitoria e da urgência da mudança.
Encontrei grande consonância de análises, mas chocou-me a desmotivação e conformismo que constatei. Foi, por isso, com surpresa que tomei conhecimento da candidatura do Prof. Moisés Martins, que saudo também nesta sede nessa dimensão de ousadia e de contributo para a discussão sobre os caminhos a trilhar pela UMinho.
É bom entretanto que não subsistam dúvidas que um projecto alternativo para a Instituição só pode ser aquele que, para além de promover a transparência, a equidade e o diálogo, convoque todos para a gestão e definição da missão e da estratágia da Organização, nas suas diferenças. Até por isso, será um projecto em construção, não algo que estará ali ao virar da esquina.
Da minha vivência na Instituição e do muito que prezo o seu engrandecimento, atrevo-me a deixar esse conselho e este pedido ao Prof. Moisés Martins e, de um modo geral, a todos os que, partilhando o diagnóstico de situação por si feito no anúncio da candiatura, estão conscientes que o que está em causa vai muito para além de uma contraposição circunstancial de candidatos.
Obrigado Prof. Moisés Martins pelo seu contributo!

J. Cadima Ribeiro

 
At 09/04/06, 20:01, Anonymous Anónimo said...

Se a situação da UM é assim tão grave, para muitos de nós é difícil ter essa percepção. É preciso um tempo longo de permanência na casa, e experiência de responsabilidade institucional, para se ter uma opinião fundamentadas sobre a realidade actual. Mas o facto de se ter chegado a considerar uma posição pública por parte de «colegas com posições de responsabilidade na Instituição» para denunciar «a natureza do poder instalado na reitoria» é alarmante. Se, como tem sido dito, as «regras do jogo estão viciadas», é a natureza desse poder que vai continuar na Reitoria. Fico atordoado e perplexo. Parece que no dia seguinte ao das eleições continuará a ser premente uma denúncia pública. Que estranha instituição é esta?
Gostaria de aqui ver opiniões de outros professores catedráticos, à semelhança do que fez o professor Cadima Ribeiro. Corroborando o diagnóstico ou contestando o cenário tão negro que tem sido pintado.
Têm os professores catedráticos uma grande responsabilidade, pela visão privilegiada que podem ter da instituição e porque são os únicos que nada arriscam perder por emitirem opiniões. Não sou eu quem o diz. Foi uma conhecida socióloga, Maria Filomena Mónica, que afirmou na TV só se ter sentido livre depois de chegar a professora catedrática.
A manter-se o silêncio e o anonimato dos mais responsáveis não seria melhor acabar com este blog que nos expõe deste modo caricato no ciberespaço?

 
At 09/04/06, 20:44, Anonymous  said...

Concordo que os professores catedráticos têm uma grande responsabilidade, aliás, têm o dever de arrumar a casa, que de momento parece estar de pernas pró ar. O anonimato até é compreensível. Por um lado, os alunos que receiam serem conotoados de graxistas, por outro lado, professores que se encontram em situação precária (e são muitos)e temem represálias. É certo que o ideal seria abolir este clima de medo e incentivar o debate claro e aberto. No entanto, não havendo alternativa, acho que este é o lugar ideal para o fazer, dando voz a quem normalmente não a teria. Também permite trazer a lume assuntos que muitos, sobretudo alunos, de outra forma não teriam conhecimento.

 
At 10/04/06, 05:12, Anonymous Anónimo said...

Parabéns pelo arrojo em apresentar uma candidatura, num momento que se apresenta de verdadeira necessidade para a instituição UM. Uma reflexão sobre as universidades portuguesas é uma verdadeira urgência. Pensar na UM e no papel estratégico que o seu orçamento e capital de conhecimento deve representar no impulso da região, é uma urgência.

Nos últimos anos não se tem percebido muito bem qual é o rumo que se quer tomar...

 
At 10/04/06, 14:53, Anonymous Anónimo said...

As mensagens que chegam a este blog manifestam bem onde se chegou: clima de medo, receios de retaliação, anonimato nas opiniões. Para onde vai esta Universidade?
Acredito que a Assembleia Eleitoral ponha fim a esta desmotivação e desencanto generalizado. Ao poder eleger uma Reitoria que não representa o sentir geral da Academia pode colocar a Universidade numa situação de falta de legitimidade, isto é, de não aceitação dos seus líderes, o que seria uma desgraça e a negação da democracia.
A ti Moisés que lideras a alternativa a este modelo de gestão universitária (?...) quero dizer que já ganhaste. E, em primeiro lugar, porque apelas a uma Universidade de mulheres e homens livres. E sem liberdade não há investigação, não há ensino decente e inovador, não há UNIVERSIDADE.

J. A. Oliveira Rocha
(Prof. Catedrático)

 
At 10/04/06, 22:50, Anonymous Anónimo said...

É lamentável ver aqueles que podem fazer alguma coisa...aqueles que tem poder....ou pelo menos uma parte deles calados...Chegou a hora da mudança...

 
At 10/04/06, 23:24, Anonymous Anónimo said...

Porque se tem falado da falta de liberdade e de autoristarismo, fica aqui um exemplo. Lembram-se do UMjornal? Acabou. A um ano destas eleições...

Em 12-10-2005 foi publicada no Jornal de Noticias esta notícia:
http://jn.sapo.pt/2005/10/12/minho/opcoes_editoriais_ditam_do_um_jornal.html

Opções editoriais ditam fim do "UM Jornal"

Joaquim Fidalgo, director, e Luís Santos, editor-executivo do UMJornal (órgão da Universidade do Minho), decidiram, em finais de Julho, apresentar ao reitor o pedido de demissão, alegando interferências da Reitoria que indiciavam uma menor concordância com as opções editoriais. O reitor, Guimarães Rodrigues, em contacto com o director do jornal, terá deixado claro que a Reitoria discordava da linha jornalística e, aparentemente, não tinha mais confiança em quem a definia e corporizava. "Quebrada essa confiança, entendemos que não havia condições para continuar", conclui Fidalgo. A carta de demissão foi aceite já este mês. "O reitor disse também que não considerava a possibilidade de continuar o projecto com outra direcção, pelo que podemos deduzir que o UMJornal acabou".

Um desfecho que ocorre na mesma semana em que o jornal conquista dois prémios de "design", no concurso anual de design de jornais da Society for News Design (Zona Ibérica). Na categoria de "melhor primeira página" e fotografia, aparece no lote de menções honrosas.

"É um feito de enorme dimensão; um jornal de uma universidade, com uma tiragem de pouco mais de seis mil exemplares, conseguir proeminência entre as grandes 'casas' da Imprensa ibérica", destaca Luís Santos, endereçando os créditos a Pedro Almeida, editor gráfico, e aos repórteres fotográficos Dario Silva e Hugo Delgado. Joaquim Fidalgo, na despedida, faz um balanço positivo, "apesar dos trabalhos e canseiras" de três anos de projecto. E termina "O UMjornal morreu, viva o UMjornal". Joaquim Forte

 
At 12/04/06, 20:38, Anonymous Anónimo said...

Não seria esta a ocasião para os senhores Professores Aníbal Alves (ICS) e José Mendes (Engenharia) que foram vice-reitores e se demitiram esclarecerem a academia das razões porque sairam. Porque deixaram de acreditar no projecto para o qual tanto contribuíram, sobretudo no periodo eleitoral? O esclarecimento das suas razões poderia trazer luz à consciência dos eleitores.

 
At 12/04/06, 20:45, Anonymous Anónimo said...

O colega Henrique Barreto Nunes deve andar bastante desatento ou esquecido. Será que já não se lembra como, até no ambito do concelho cultural, se viu marginaliar alguém cujo contributo para a Universidade é inequivoco, só por pensar de modo diferente e por o nome noutra lista? Já se esqueceu do funcionário que trabalhava para a biblioteca e que foi sancionado por se pronunciar na UM-NET?
A raíz ao pensamento ninguém pode cortar, mas o pio a tantos colegas e docentes sabe bem que foi cortado. Por favor não se esqueça na hora de votar, representa um corpo com pouca expressão e se ainda for atacado de amnésia tanto pior.

 
At 12/04/06, 22:23, Anonymous Anónimo said...

Henrique Barreto Nunes, como distinto historiador e bibliotecário parece um pouco distante da realidade, o que não é comum.Como não o conheço mutuário de ninguém, só pode ser mesmo falta de atenção.A ver vamos.

 
At 13/04/06, 03:01, Anonymous Anónimo said...

Sugestão de perguntas para os debates eleitorais (se houver):
Que é feito do Pacto de Desenvolvimento Regional?
Da região do conhecimento?
Da região capital europeia da cultura?
Do conselho estratégico?
E outras ideias peregrinas que o senhor dos mind-games quis impôr, julgando-se um líder iluminado. Com ele nada dá em nada, é tudo virtual. Decorridos 4 anos não grangeou capacidade de influência, respeito, notoriedade ainda que só no meio académico, deitou mesmo a perder a herança que recebeu,que fará arvorar-se a liderar projectos que saem as portas do largo do paço.
Somos dos que ainda se lembram do magistério de influência de outros reitores que levaram a Universidade ao prestígio, a ser ouvida e respeitada e nem esses ousaram liderar a sociedade civil. Eram realistas, mantinham as portas da Universidade abertas à sociedade e apoiavam as suas iniciativas. Acresce que eram rodiados por assessores capazes e com conhecimento, coisa que desapareceu. (A propósito: onde é que eles estão?). Hoje só meninos e meninas liderados à distância por um arruaceiro que se tornou administrador dos SS.

 
At 13/04/06, 11:47, Anonymous Anónimo said...

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At 14/04/06, 12:22, Anonymous Anónimo said...

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At 14/04/06, 16:10, Anonymous Anónimo said...

Efectivamente este blog não será o mais adequado para personalizar determinados comportamentos, ainda por cima de personagens menores, tendo em conta o tema.
Essas historinhas estamos nós cansados de ouvir...
Interessa saber o que pretende a actual comunidade académica. Se viver no actual clima, com a actual Reitoria ou se pelo contrário optar por uma via mais democrática e justa, que conta com a participação de todos.
Bem sabemos que essa escolha não passa de uma pretensão, pois o resultados das eleições podem não representar a vontade da maioria. Resta apenas saber o qual a opinião dos nossos mais dignos representantes da instituição (que salvo raras excepções) não se manifestaram publicamente. É obvio que tratando-se de um direito individual(opinar ou não) resta a boa vontade e a vontade de fazer algo para mudar.

 
At 15/04/06, 16:47, Anonymous Francisco José Oliveira said...

O que acabo de ler só não me surpreende porque o autor é de uma superioridade moral, ética e académica que já há muito habituou aqueles que, directa ou indirectamente, têm o privilégio de beber das suas águas. Este texto constitui um verdadeiro manifesto. Ou, se se preferir parafrasear Maria Bethânia, um grito de alerta. Qualquer observador externo - no meu caso estou à vontade porque colaboro com a UM ? percebe ou intui, sem para tal fazer grandes elocubrações ou ser dotado de divina inteligência, que a nossa querida UM caminha, cinzentonamente, de triunfo em triunfo até à derrota final. E que o rei, que majestosamente assenta o seu respeitável traseiro num cavalo alazão próprio de histórias para adormecer criancinhas, afinal vai nu! Não consigo prever o resultado desta primeira abordagem. Mas seja-me permitido o direito à esperança e ao sonho. Que pena eu não ser o mais humilde dos funcionários da UM, para poder participar activamente nesta campanha, que serve para despertar consciências adormecidas ou, o que é mais grave, consciências conformadas! Porque, quer se queira, quer não se queira, a UM é importante também para o país. A título de exemplo, dir-lhe-ei que a empresa que dirijo só aceita estagiários provenientes da UM. E não é pelos bonitos olhos das estagiárias, porque a empresa a que me refiro não é uma agência de manequins. É pelo capital curricular que trazem da UM. Mas até esse capital vejo que está a ser malbaratado, o que é péssimo para os alunos, cujo orgulho em terem frequentado a UM também vai minguando de fornada para fornada. E a equipa reitoral? Pensará que a sua credibilidade passará impoluta por esta situação? Julgará que passeará elegantemente a sua prosápia por entre os pingos de chuva que ameaçam ser torrenciais se ninguém erguer diques que sustenham decisões insustentáveis e cumplicidades de compadrio que talvez ficassem bem à Confraria do Bacalhau, mas que são impróprias de uma Universidade?
Peço desculpa por acreditar. Mas acredito que é possível mudar. A UM tem de mudar, tem de recuperar o prestígio perdido, tem de ser o catalizador do orgulho nortenho que veste a camisola do Minho. Nem que a decisão tenha de ser por penaltis, exorto-vos a combater o bom combate. Até ao fim. Sem esmorecimentos. Não por carolice, mas por dever. O futuro vos agradecerá.

Francisco José Oliveira
Agência de Comunicação

 
At 18/04/06, 18:41, Anonymous Anónimo said...

Porque será que com a entrada da actual reitoria houve necessidade de destituir as chefias dos serviços centrais e de apoio, fazer uma autencica razia, colocando juniores a directores e criar um sem numero de lugares de chefia, em que são providos os incapazes, capazes somente de abanar com a cabeça. Na carreira docente isto nao seria possivel, mas para que todos entendam seria o mesmo que colocar assistentes estagiários a professores catedráticos com o correspondente salário, sem terem feito carreira, nem possuirem a necessária capacidade crítica,a maturidade e o conhecimento exigido à gestão universitária ou outra.

 
At 18/04/06, 20:35, Anonymous Anónimo said...

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At 18/04/06, 22:59, Anonymous Anónimo said...

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At 18/04/06, 23:10, Anonymous Anónimo said...

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At 19/04/06, 02:49, Anonymous Anónimo said...

É triste e vergonhoso ver as calunias e ameaças que são feitas a pessoas desta Universidade e que representam concerteza a vivências de algumas pessoas sem escrupulos, invejosas e que usam todos os meios para atingir os seus fins.

 
At 19/04/06, 02:51, Anonymous Anónimo said...

É notória a perseguição que fazem a várias pessoas nesta Universidade. Deve ser fácil denunciar usando todos os meios legais. Mas nestes bolgs é fácil atirar as "pedras e esconder as mãos" numa atitude cobarde.

 
At 19/04/06, 10:02, Anonymous Anónimo said...

Parece-me que não consegui exprimir perceptivelmente o meu pensamento: apenas pretendia dizer que numa universidade, que deve ser também UM ESPAÇO DE LIBERDADE,me parecia inconcebível que as pessoas receassem exprimir com dignidade e justeza as suas opiniões, ainda por cima num período pré eleitoral, de debate de ideias.Mas infelizmente parece que assim não é e alguma razão haverá em tantos comentários no mesmo sentido.
Aceito os reparos que anónimamente me são feitos e informo que não desconhecia as lamentáveis situações concretas que são referidas.
Não me vou pronunciar sobre o candidato em que votarei, porque pertencendo ao colégio eleitoral em que o voto é secreto e havendo dois candidatos, não me parece eticamente correcto anunciar publicamente o sentido do meu voto
Henrique Barreto Nunes

 

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