10.4.06

Mensagem aos alunos

Caros Alunos,
Com a eleição do Reitor a escassos dois meses de distância, decidi candidatar-me, por razoes que explico num Manifesto enviado aos professores e funcionários da Universidade, e de que agora vos dou nota, comunicando-vos o endereço do meu blogue de campanha, onde podeis encontrar o texto do Manifesto, assim como outra informação: http://universidadeplural.blogspot.com
Preocupa-me, é um facto, o enviesamento autoritário da Universidade, que tem hoje os seus órgãos de governo esvaziados de autoridade, em favor de uma única pessoa. E preocupa-me também que a Universidade esteja a desumanizar-se, perdendo o sentido daquilo que verdadeiramente lhe importa, os seus alunos, docentes e funcionários, assim como os seus projectos científico-pedagógicos, em favor de lógicas que lhe não são centrais, designadamente as empresariais e mercantis.
Uma Universidade é antes de mais nada ensino e investigação, pelo que o que mais lhe deve interessar são as pessoas que nela trabalham.
Preocupa-me, além disso, que a Universidade do Minho não tenha definido uma estratégia colectiva para entrar em Bolonha.
Preocupa-me, sobretudo, que a actual Reitoria se tenha fechado a discutir imediatamente a aprovação de um plano de entrada em Bolonha em dois ciclos de estudos, senão em três.
Preocupa-me, finalmente, que a Universidade do Minho tenha perdido influência e prestígio junto do Ministério da Ciência nestes últimos quatro anos.
Como é meu propósito bater-me pela promoção de uma cultura de participação efectiva na Universidade, disponho-me a discutir convosco os assuntos que vos preocupam, assim como as vossas propostas para uma ordenação participativa da nossa Academia.
Manifesto, desde já, a minha disponibilidade para discutir convosco o processo de Bolonha na RGA da próxima terça-feira, se porventura o achardes conveniente.
Ou seja, disponibilizo-me, se assim o entenderdes, para vos dar nota do modo como o processo de Bolonha foi conduzido na Universidade do Minho e também para esclarecer as dúvidas que persistam a este respeito.
As minhas melhores saudaçoes académicas,
Prof. Moisés de Lemos Martins

(Mensagem enviada para o endereço rga@aaum.pt às 12h34 de hoje)

9 Comments:

At 11/04/06, 23:19, Anonymous Anónimo said...

A Associação Académica deve participar neste debate, promovendo o esclarecimento dos alunos. A Associação não pode ser uma simples associação recreativa.

 
At 13/04/06, 00:10, Anonymous Anónimo said...

Como anónimo, porque num espírito de liberdade falaria sem receio de tendenciosamente me associarem a qualquer campanha, interesse, lobbie, ou quaisquer outras ilações ou conotações.

Apesar de crer ser muito boa intenção nesta universidade a participação dos alunos nos orgãos de governo da mesma, considero-a algo inquietante, senão subversiva. Digo-o fruto de alguma vivência, tendo já deles feito parte como ex-aluno que sou.

Num primeiro ponto, essa participação é muito efémera e mesmo extemporânea. Apesar de algumas mudanças nos ciclos de eleição e munus dos mesmos nos referidos orgãos de governo, permitindo um maior período de adaptação e contacto e proporcionando maior experiência, muitos são eleitos por meras questões de status quo, e quantos participam de forma inconsequente - as suas decisões reflectir-se-ão muito provavelmente nos vindouros, sendo que os próprios não passam já por esse ciclo. Do mesmo modo, obviamente que se corre o risco de muitas das premissas das suas defendidas posições deixarem de ser válidas. Que adianta aos estudantes uma reclamação de melhores condições numa cantina ou sala de aula, quando volvido um ano estão já autorizadas e se iniciam obras de construção das mesmas, novas em folha? Ademais outorgar-se-ia a crítica (construtiva ou não) a quem passa pelo sistema, e não a quem dele se procura esquivar e deslindar ...

Por outro lado, é-lhes por certo inerente uma difícil e adequada aquilatação dos problemas na sua verdadeira dimensão: se o advir duma universidade é decidido um bom par de anos mais cedo, eles futuram coisas sem a necessária maturidade na matéria para o mesmo...sim, maturidade! Que pode saber um estudante acerca dum completo caderno de encargos ou de soluções técnicas a uma escala monstra como a universitária? Por exemplo, terão sido os estudantes a definir a estratégia do e-learning, qual solução mágica para os seus problemas de aprendizagem? Foi deles a iniciativa (confesso aqui a minha ignorância)?

Face ao peso que actualmente os estudantes detêm torna-se facilmente compreensível que podem ser manipulados os resultados duma eleição: e para o bem ou para o mal !!! Senão, quem são muitos dos actuais administradores, administradores delegados, chefes de divisão desta mui nobre instituição ? Ainda neste ponto, apesar de concordar que a Universidade é feita para os estudantes, nada como a ponderação...Que seria do sistema prisional se os presos tivessem um peso quasi equitativo dos que lhe fazem a guarda? não, estudantes , não sois presos nem deveis como tal ser tratados, mas por isso mesmo, alguém com visão mais alargada que decida responsavelmente por vós e pelo vosso futuro...

A bem do futuro dos que ora começam a usufruir deste bonito sistema que é a Universidade, e da própria Academia, um grande bem-hajam.

Ao candidato, encarecido lamento pelo desabafo por esta via, mas desde já os meus parabéns pela coragem de verter em palavras os sentimentos e actuais vivências por que passa a Academia.

 
At 15/04/06, 01:46, Anonymous Anónimo said...

Sem dúvida que os estudantes são os elementos mais vulneráveis da Assembleia da Universidade e que, sendo 25, podem ser decisivos em qualquer eleição. Isto é normal e todos os votos são importantes. Já não o é quando se exercem influências como as que foram feitas na última eleição.
Como se sabe, a Associação está sobre controlo do actual administrador dos Serviços Sociais e sendo a ?dedicação? ao poder tão forte é muito provável que o cenário se repita.
Por isso, devemos apelar aos nossos estudantes que se informem e dignifiquem a missão que os colegas lhes confiaram.

 
At 19/04/06, 19:46, Anonymous Anónimo said...

Porque será que com a entrada da actual reitoria houve necessidade de destituir as chefias dos serviços centrais e de apoio, fazer uma autencica razia, colocando juniores a directores e criar um sem numero de lugares de chefia, em que são providos os incapazes, capazes somente de abanar com a cabeça. Na carreira docente isto nao seria possivel, mas para que todos entendam seria o mesmo que colocar assistentes estagiários a professores catedráticos com o correspondente salário, sem terem feito carreira, nem possuirem a necessária capacidade crítica,a maturidade e o conhecimento exigido à gestão universitária ou outra.

 
At 19/04/06, 19:49, Anonymous Anónimo said...

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At 19/04/06, 19:51, Anonymous Anónimo said...

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At 19/04/06, 20:16, Anonymous Anónimo said...

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At 19/04/06, 20:17, Anonymous Anónimo said...

faltaram uns grilos e mais uns animais raros...

 
At 19/04/06, 23:45, Anonymous Anónimo said...

Sou aluno desta universidade e estou abismado com o que estou a ler...A discussão deveria ser séria e não ofensa gratuita dirigida a qualquer responsável desta universidade. Os ataques anónimos dirigidos a qualquer pessoa deveriam ser banidos destes blog. O ?animador? deste blog também gosta de lançar as suas acusações ou suspeições. É pena que não exista coragem suficiente para que as pessoas assumam os seus actos.

Como alguém dizia é fácil atirar as pedras e esconder as mãos. Até nós alunos fazemos melhor, existem dezenas de blogs de alunos e estas anarquias não existem.
Temos discussões sérias e todas as pessoas têm de estar registadas no blog e assim a anarquia não existe.

Deve existir interesse de alguém em lançar suspeição nas diversas pessoas que aqui são citadas...

 

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